| O mais
importante dos estados
Com quase quarenta milhões
de habitantes, São Paulo é o estado mais populoso do Brasil e a
terceira unidade administrativa mais populosa da América do Sul, sendo
superada apenas pelo próprio país e ligeiramente pela Argentina e Colômbia,
à frente de todos os outros países sul-americanos.
Considerado o "Motor
Econômico" do Brasil e o mais importante dos estados, São Paulo
é responsável por mais de 33,9% do PIB do país. É o mais rico estado
do Brasil, e figura entre os estados com alto Índice de Desenvolvimento
Humano, sendo superado apenas por Santa Catarina e pelo Distrito
Federal.
Sua população é a mais
diversificada do Brasil e descende principalmente de imigrantes
italianos e portugueses, embora haja também influência de ameríndios
e africanos e de outras grandes correntes migratórias, como árabes,
alemães, espanhóis e japoneses. Sua capital é a cidade de São Paulo,
cuja população da região metropolitana atualmente é de 19 milhões
de habitantes - último censo de 2007
Revolução de 1932
A década de 1930 em São
Paulo caracterizou-se, do ponto de vista econômico, pelos esforços de
ajustamento às novas condições criadas pela crise mundial de 1929 e
pela derrocada do café. Do ponto de vista político, o período foi
marcado pela luta em prol da recuperação da hegemonia paulista na
federação, atingida pela Aliança Liberal e afinal aniquilada pela
revolução de 1930. Esta submeteu o estado à ação dos interventores
federais, que, de início, nem paulistas eram.
Surgiram logo as
reivindicações a favor de um governo paulista, mas na realidade o que
se pretendia era a restauração dos grupos hegemônicos paulistas,
cujos interesses, tanto econômicos quanto políticos, estavam sendo
prejudicados pela nova situação, embora alguns interventores, como João
Alberto Lins de Barros, tenham procurado conciliar a cafeicultura com a
nova orientação do governo federal.
Habituadas a conduzir seu
próprio destino, as classes dirigentes se insurgiram sob a liderança
do Partido Democrático, então presidido pelo professor Francisco
Morato, justamente o partido aliado à revolução getulista de 1930. A
organização política rompeu, porém, com o governo federal e
constituiu, com as classes conservadoras e o velho PRP, a Frente Única
Paulista. Esta procurou aliança com outros estados, particularmente com
a oposição gaúcha, mas afinal os paulistas rebelaram-se, contando
apenas com o apoio de tropas do Sul de Mato Grosso.
Em 9 de julho de 1932,
irrompeu a revolução constitucionalista de São Paulo. Governava o
estado, como interventor federal, o paulista Pedro de Toledo, logo
proclamado governador. Formaram-se batalhões de voluntários, e
aderiram ao movimento algumas unidades do Exército, um forte
contingente de Mato Grosso e a quase totalidade da força pública
estadual. Foram mobilizados inicialmente cinqüenta mil homens, cujo
comando coube ao coronel Euclides de Oliveira Figueiredo e depois ao
general Bertoldo Klinger, sob a chefia suprema do general Isidoro Dias
Lopes.
A indústria participou
da revolução com entusiasmo. Sob a direção de Roberto Cochrane
Simonsen, todo o parque industrial paulista foi colocado a serviço da
rebelião, dedicado à produção bélica. Organizou-se também o
abastecimento interno. A luta durou, porém, apenas três meses e
terminou com a derrota dos paulistas e a perda de centenas de vidas.
Alguns meses após a
capitulação, o governo federal, a fim de pacificar o país, decidiu
convocar eleições para a Assembléia Constituinte, respondendo ao
objetivo principal dos revolucionários paulistas: a restauração da
ordem constitucional. Enquanto isso, São Paulo foi ocupado militarmente
de outubro de 1932 a agosto de 1933. Foram exilados o ex-governador
Pedro de Toledo, seu secretariado e outros políticos que tomaram parte
ativa na revolução.
Fonte: Wilkipédia
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